"Trasladação pagou taxas no consulado", da jornalista Teresa Cardoso, in JN

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Re: "Trasladação pagou taxas no consulado", da jornalista Teresa Cardoso, in JN

Mensagem por canico010 em Ter 06 Jul 2010, 2:52 pm

É de lamentar ao fim de 36 anos depois do 25 de Abril terem ido á Guiné buscar dois corpos dos Ex Páraquedistas da 121 Companhia, eu estive lá na Guiné entre 11 de Novembro de 1971 a 08 de Agosto de 1974, regressei depois do 25 e estive na 122 como Páraquedista e nunca, mas nunca ficou para trás alguem aqui só se mostra a irresponsabilidade dos devidos Comandantes da Companhia pois só eram Oficiais para nos punir, porque para o resto nunca prestaram para alguma coisa e quando pegavam numa G3, tremia como varas verdes antes de irem para o mato eu asesti a muitas cenas dessas.
Eu sou o Fernandes de 122 e andei com a MG42, durante todo o tempo, que estive na Guiné nao fui herói mas sim um Combatente nas alturas e mais digo que estive em Moçambique entre Março de 1970 a Janeiro de 1971 participei na operação NÓ Górdio na zona de Nangande e depois em Nangololo.

Um abraço a todos deste forum bem como o seu responsavel pelo mesmo

Fernandes

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Re: "Trasladação pagou taxas no consulado", da jornalista Teresa Cardoso, in JN

Mensagem por alentejano2004 em Sab 03 Abr 2010, 11:17 am

Jamais tive razões de queixa com relação ao Fórum e ao próprio site. Antes pelo contrário, sempre vi atendidas as minhas sugestões e respeitadas as minhas opiniões integralmente.
Esses desajustes deverão sempre ser corrigidos pelas partes com a necessária tranquilidade de espírito. Basketball
Quanto aos nossos Consulados, nem vou comentar muito. O de São Paulo já deu muita dor de cabeça a muitos dos nossos conterrâneos. Hoje está um pouco melhor... Laughing
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"missões de resgate" da Liga...

Mensagem por JC Abreu dos Santos em Dom 07 Mar 2010, 9:17 pm

Na Guiné-Bissau, tal como todas as anteriores, a 5ª Missão de "Resgate de Corpos" – ontem concluída –, esteve sob total e exclusiva responsabilidade da Liga dos Combatentes, cuja direcção-central continua a ser presidida pelo tenente-general Joaquim Chito Rodrigues.
Ora, a equipa de arqueólogos, desde início coordenada pela antropóloga forense Eugénia Cunha [que em tempo pretendeu executar testes de ADN aos restos mortais do Rei Dom Afonso Henriques... !], contratada que foi por aquele Liga – e ressarcida por dinheiros públicos –, obviamente só fez o que lhe mandaram fazer.

E que disse, no pretérito 18 de Fevereiro – dias antes de viajar novamente "para o terreno" –, a referida antropóloga-chefe?:
1. – «Disse à Agência Lusa que esta quinta missão que realiza na Guiné-Bissau para resgate de corpos torna-se mais complexa do que as anteriores por se tratar de uma vala comum e não se saber como nela foram depositados os corpos. “É uma incógnita”, referiu, afirmando que nesta vala em Cheche devem estar “não mais de 15 ou 17” corpos, de acordo com testemunhos recolhidos. Em Novembro de 2009 foi realizada uma prospeção geofísica no local onde agora será escavada a vala, que poderá trazer outras surpresas em termos de conservação, por se encontrar numa zona húmida próxima do rio Corubal.»

E que disse, também no mesmo dia 18, o supra mencionado oficial-general?:
2 – «No entendimento do general Chito Rodrigues, na zona de Cheche poderão encontrar-se “oito ou nove” restos mortais, porque se trata de uma zona junto ao rio, cujas margens são hoje diferentes, tendo sofrido o efeito da erosão ao longo dos anos, e por essa razão alguns poderão já ter-se perdido.»

E que mais ficámos a saber, também naquele dia 18, pela voz da mediática antropóloga?:
3. – «Eugénia Cunha disse que esta poderá ser a última missão que realiza na Guiné-Bissau se não forem identificados outros locais onde se encontrem restos mortais de combatentes».

Porém, quanto a perplexidades e incongruências, não ficamos por aqui.
Leiam-se outras tantas, anteriores:

A. – Em 03Abr2009, portanto, há quase um ano e por intermédio do jornal DN, ficámos a saber que o coronel Sebastião Afonso Ribeiro Goulão, «chefe da equipa da LC e responsável pela segurança dos antropólogos [...], adiantou que "foi também localizada a zona da margem do rio Corubal onde, possivelmente, está uma vala comum com [mais] 45 corpos" de combatentes lusos. Mas "por falta de segurança, não fizemos um investigação" aprofundada.»

B. – Naquele mesmo dia e por intermédio do portal UTW, também ficámos a saber que a ilustre Liga dos Combatentes foi publicamente interpelada, no sentido de explicar «detalhadamente, qual o motivo pelo qual se vêm lançar, por intermédio da imprensa escrita, infundadas expectativas às famílias dos malogrados militares que pereceram no dia 6 de Fevereiro de 1969», sendo certo que «tanto quanto é de conhecimento público, mas muito especialmente das entidades oficiais que ao tempo [06Fev69 e período imediatamente subsequente] trataram do assunto 'in loco', como em particular a informação veiculada aos familiares dos militares mortos por afogamento na travessia do Corubal junto ao Cheche, cada um dos "47 corpos" foi - e continua a estar - dado como "não recuperado"».

C. – Ora, entre 16 e 21 do recente Novembro, e sem que entretanto a direcção-central da Liga houvesse prestado os devidos esclarecimentos públicos, junto à margem norte de um troço não identificado do Corubal – por onde o técnico Helder Hermosilha, sustentado em "lendas e narrativas" de autoria dos actuais poderes (de cá e de lá), andou a passear o seu geo-radar em busca de... [salvo o devido respeito!] ... gambozinos? –, segundo o relatório final daquela "4ª Missão de Resgate", «foi realizada a identificação de um local de inumação de algumas das vítimas no Che-Che».

D. – Por último, mas não o menos importante, em 02Mar2010 somos informados, por intermédio do blogueforanada dos "Camaradas da Guiné": «poderá ser a última missão que realiza na Guiné-Bissau se não forem identificados outros locais onde se encontrem restos mortais de combatentes»?!
Então, e os restos mortais dos 20 [vinte] militares de recrutamento metropolitano, que ficaram sepultados nos cemitérios de Bafatá e de Bambadinca??!!

Posto o que nos resta tristemente confirmar, que a actual direcção-central da Liga dos Combatentes persiste: em desrespeitar a memória dos mortos; em manipular o luto dos vivos, muito especialmente os familiares dos militares que morreram no cumprimento do dever; e em "gozar c'a tropa"... significada nos veteranos camaradas-de-armas, tanto directos como indirectos.

Em resumo, além da notória exorbitância de funções já demontrada em antecedentes e variadas circunstâncias, o actual presidente da Liga dos Combatentes prevarica quanto ao 'munus' daquela instituição, singularmente representado no objectivo estatutário: «Honrar os Mortos, Cuidar dos Vivos».

Por tudo quanto antecede, e muito mais, sugiro que os veteranos de guerra e suas famílias, mas muito particularmente os associados daquele vetusta e nobre Instituição de Utilidade Pública, se pronunciem publicamente e por todos os meios que entendam adequados, no sentido de ser levada a efeito uma expedita «Missão de Resgate da Liga».
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Re: "Trasladação pagou taxas no consulado", da jornalista Teresa Cardoso, in JN

Mensagem por RuiMachado em Dom 11 Jan 2009, 9:59 am

GOMESDACOSTA escreveu:EU SOU EX COMBATENTE,,,ESCREVI O QUE SINTO SOBRE ESTE CASO ..MAS FOI A CENSURA E NAO PASSOU,,,CONTINUAMOS COM DITADURA??,NAO SOU LIVRE DE ME EXPRESSAR???ONDE RESIDO POSSO ME EXPRESSAR ..

O Senhor Gomes da Gosta que se diz "Combatente", segundo ele a residir num local onde se pode expressar (?), não responde às mensagens que lhe foram colocadas neste fórum para esclarecimento do que ocorreu com o que escreveu, que segundo ele, foi censurado.
Porque será? Será que no local onde reside deixou de ter acesso à internet? Penso que não.
Todos os membros e convidados deste fórum merecem saber o que se passou.
Pelo que se sabe no que se lê neste fórum, o Senhor Gomes da Costa é o primeiro a queixar-se que foi censurado, então porque não responde às mensagens?
Rui Machado
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Re: "Trasladação pagou taxas no consulado", da jornalista Teresa Cardoso, in JN

Mensagem por Pirada em Sex 09 Jan 2009, 10:51 pm

Terraweb escreveu:
GOMESDACOSTA escreveu:EU SOU EX COMBATENTE,,,ESCREVI O QUE SINTO SOBRE ESTE CASO ..MAS FOI A CENSURA E NAO PASSOU,,,CONTINUAMOS COM DITADURA??,NAO SOU LIVRE DE ME EXPRESSAR???ONDE RESIDO POSSO ME EXPRESSAR ..
Boa tarde,
A censura que expressou na sua mensagem: Foi aqui neste forum que aconteceu? Agradecíamos que especificasse melhor onde ocorreu essa censura.
Pela equipa do Terraweb
António Pires

Como não recebemos, em devido tempo, a resposta à nossa pergunta supra referenciada, enviámos uma mensagem ao Sr. Gomes da Costa, que passamos a transcrever:

De: Forum (Terraweb)
Enviada: sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009 6:57
Para: Carlos.costa@verizon.net
Assunto: "Trasladação pagou taxas no consulado"
Importância: Alta

Bom dia, Caro Gomes da Costa,
Relativamente ao seu post colocado no fórum "Trasladação pagou taxas no consulado", da jornalista Teresa Cardoso, in JN, do ultramar.terraweb, no dia 8 de Janeiro de 2009, pelas 17H04, que se transcreve:
Re: "Trasladação pagou taxas no consulado", da jornalista Teresa Cardoso, in JN
por GOMESDACOSTA Ontem à 17:04
EU SOU EX COMBATENTE,,,ESCREVI O QUE SINTO SOBRE ESTE CASO ..MAS FOI A CENSURA E NAO PASSOU,,,CONTINUAMOS COM DITADURA??,NAO SOU LIVRE DE ME EXPRESSAR???ONDE RESIDO POSSO ME EXPRESSAR ..
Vimos solicitar que nos informe se essa censura a que se refere no seu post ocorreu no fórum do ultramar.terraweb onde está o post supra referido.
Na eventualidade dessa censura ter ocorrido no nosso fórum, agradecíamos que nos respondesse com a brevidade possível a fim de sabermos o que se passou na realidade.
Com os melhores cumprimentos
Pela equipa do Terraweb
António Pires

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Re: "Trasladação pagou taxas no consulado", da jornalista Teresa Cardoso, in JN

Mensagem por Pirada em Qui 08 Jan 2009, 5:11 pm

GOMESDACOSTA escreveu:EU SOU EX COMBATENTE,,,ESCREVI O QUE SINTO SOBRE ESTE CASO ..MAS FOI A CENSURA E NAO PASSOU,,,CONTINUAMOS COM DITADURA??,NAO SOU LIVRE DE ME EXPRESSAR???ONDE RESIDO POSSO ME EXPRESSAR ..
Boa tarde,
A censura que expressou na sua mensagem: Foi aqui neste forum que aconteceu? Agradecíamos que especificasse melhor onde ocorreu essa censura.
Pela equipa do Terraweb
António Pires

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Re: "Trasladação pagou taxas no consulado", da jornalista Teresa Cardoso, in JN

Mensagem por GOMESDACOSTA em Qui 08 Jan 2009, 5:04 pm

EU SOU EX COMBATENTE,,,ESCREVI O QUE SINTO SOBRE ESTE CASO ..MAS FOI A CENSURA E NAO PASSOU,,,CONTINUAMOS COM DITADURA??,NAO SOU LIVRE DE ME EXPRESSAR???ONDE RESIDO POSSO ME EXPRESSAR ..

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Restos Mortais de ex combatentes

Mensagem por Joao costa Rodrigues em Qua 07 Jan 2009, 7:50 pm

Ja era assim no tempo da outra senhora,
Os funcionarios dos consulados, nunca foram pessoas, simplesmente sabem cumprir ordens,
são somente funcionarios.

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"Trasladação pagou taxas no consulado", da jornalista Teresa Cardoso, in JN

Mensagem por Quimbata em Seg 05 Jan 2009, 7:34 am

Notícia publicada no "Jornal de Notícias"
http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Viseu&Concelho=Tondela&Option=Interior&content_id=1066683
Transcrição da notícia:
O presidente da Junta de Freguesia de S. Miguel do Outeiro critica o consulado português em Maputo, Moçambique, por taxar a trasladação de dois militares mortos em combate. Vai pedir à tutela os 100 euros que pagou.

Moreira Marques não se conforma com a atitude "lamentável" da representação nacional em solo moçambicano. Não só por ter sido "obrigado" a pagar 50 euros pela trasladação das ossadas de cada um dos ex-combatentes, como pelo alegado "alheamento" dos responsáveis consulares ao "significado" da sua presença.

"Estava ali a fazer o que o Estado não fez em 1966 quando aqueles homens tombaram em combate ao serviço da Pátria. Merecia outra atenção", condena.

A crítica é mais acutilante, quando o presidente da Junta de S. Miguel do Outeiro compara a atitude dos responsáveis do consulado com a das autoridades de Mueda e Nova Freixo, cidades onde os corpos estavam sepultados. "Desfizeram-se em amabilidades, compreenderam o alcance da minha missão, facilitaram a obtenção dos documentos necessários à trasladação e não aplicaram um metical [moeda moçambicana] de taxa", testemunhou.

A missão do autarca de S. Miguel do Outeiro de resgatar, a pedido das famílias, os restos mortais do 1º cabo Aníbal Rodrigues dos Santos e do soldado Ernesto Correia Dias, mortos em combate no norte de Moçambique, em 1966, desenvolveu-se entre 1 e 13 de Dezembro.

Trazer de volta as ossadas dos dois filhos da terra obrigou Moreira Marques a percorrer mais de dois mil quilómetros de picadas e a ultrapassar obstáculos com que não contava.

"A trasladação foi contratualizada com uma agência de funerária de Maputo, antiga cidade de Lourenço Marques, e foi com surpresa que, ao chegar lá, me vi obrigado a contratar pessoas e a resolver toda a burocracia sozinho.

Disposto a partilhar a experiência vivida com associações de ex-combatentes ou famílias interessadas em ter de volta os militares ainda enterrados nas ex-colónias, Moreira Marques admite que a pior experiência foi vivida no consulado.

"Era a última etapa. Tentei uma audiência, para conseguir a isenção das taxas, e foi-me negada. Mandaram-me fazer um requerimento. No dia seguinte, com o tempo contado, e como a aprovação da isenção não chegava, fui obrigado a pagar. Curiosamente, até liquidei o reconhecimento (?) das assinaturas dos falecidos. Seja lá o que isso for", protesta Moreira Marques. O JN não conseguiu falar com a tutela.

Os corpos dos militares trasladados dos cemitérios de Mueda e Nova Freixo foram enterrados a 14 de Dezembro na sua aldeia: S. Miguel do Outeiro.
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