A Guerra "colonial", explicada às criancinhas... by Mr Pezarat & Friends

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A Guerra "colonial", explicada às criancinhas... by Mr Pezarat & Friends

Mensagem por JC Abreu dos Santos em Qui 05 Fev 2009, 11:27 am

Contrariamente ao que o semanário "Sol" resume na sua edição electrónica de 04Fev2009, o renovado portal de agit-prop da A25A, de forma alguma é "dedicado" «à Guerra do Ultramar». É, isso sim, uma unanimista perspectiva sobre a guerra "colonial" - aliás, como o próprio nome «guerracolonial.org» ninguém ilude -, o que é um pouco diferente e tem outras objectivas audiências.
E de tal forma não engana, que o teclista de serviço naquele "Sol" electrónico, sintetiza que os "conteúdos" do citado neocoiso têm como tema de fundo «o conflito que opôs Portugal às ex-colónias». Ahn?? ... que opôs Portugal às ex-colónias?!! (Faz favor de explicar outra vez, que deste lado não se percebeu em que País nasceu o webmaster de serviço...).

Um outro facto, iniludível e ideologicamente inequívoco: a associação de amizade A25A-APH concretizou a acintosa ideia escolhendo - para o beberete mediático do neocoiso -, a (para eles) significativa efeméride do "4 de Fevereiro" que, como todos os abrilistas sabem mas os orfãos da História ignoram, constitui um dos "mitos fundadores" de um país desgovernado pelo partido-que-diz-que-foi-ele-que-começou «a guerra colonial».

Então, temos: o conclave de historiadores revisionistas - de cá, de lá, da ONU, da OUA e por aí -, há muito de acordo em que «o conflito que opôs Portugal às ex-colónias» se designa por «Guerra Colonial» e assim pc adjectivado, é assim que tem de ser "explicado" aos professores que têm sido e vão continuar a ser formatados para "explicar" às criancinhas - do telemóvel e do ipod e do magalhães -, que os avós, os pais, os tios, os primos e os amigos dos avós, dos pais, dos tios e dos primos, foram salvos da "guerra colonial" por uns senhores anticolonialistas que só pensaram em salvar a nossa Pátria. Não foi?

Portanto, o renovado projecto (global, já agora... ) da A25A e demais compagnons de route, é politicamente correcto e qb situacionista.

Há dúvidas? Façam favor de consultar o DN de ontem, seja, dia de apresentação do neocoiso - na Academia Militar (!) e com a presença do ministro da tutela (nado na Guiné quando o senhor seu pai ali prestava serviço como capitão do Exército).



Na última página daquele matutino, o MGen Pezarat deixou explícito - no final da brevíssima entrevista e sem permitir qualquer margem para dúvidas -, que um dos «públicos-alvo» da A25A «são as escolas», nas quais tem vindo a ser "explicada às criancinhas" a guerracolonial.org politicamente correcta e «complementar de outras actividades em que» aquela associação «está empenhada [...] e ao abrigo de um convénio com a Associação de Professores de História, tem-se promovido uma série de acções de formação de professores sobre esses temas, mesmo com sócios civis da Associação 25 de Abril como António Reis [conhecido historiador grão-mestre maçon] ou Fernando Rosas [conhecido historiador dirigente bloquista]. Sendo os professores multiplicadores de opinião [sic], isso permite-lhes ir mais além dos programas escolares, que são um pouco secos.»

Guerra do Ultramar, é designação usada por fascistas, colonialistas e por aí fora. «O período entre 1961 e 1974 [...] sobre o conflito que opôs Portugal às ex-colónias», deve ser designado por «guerra colonial».
Além do mais, nem é bom alvitrar sobre os méritos da "descolonização".
E ai de quem se atreva a contrariar a historiografia oficial!
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JC Abreu dos Santos
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