in Correio da Manhã: “Alimentei crianças com a minha comida”

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in Correio da Manhã: “Alimentei crianças com a minha comida”

Mensagem por Pirada em Seg 29 Ago 2011, 5:08 pm


Imagem extraída da notícia do "Correio da Manhã"

O sítio da notícia do "Correio da Manhã":
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/outros/domingo/alimentei-criancas-com-a-minha-comida
Comentários de um Veterano:
Transcrição:

Tal como não existia nenhuma "aldeia de Makela", também não existiu nenhuma "Companhia de Infantaria 85".

1.
– A "Companhia de Infantaria nº 85", trata-se da "Companhia de
Artilharia nº 85" (CArt85): pouco após 15Mar61, mobilizada pelo
RAAF-Queluz para reforço à guarnição normal da RMA e desde 17Abr61 em
estado de prontidão, para ser aerotransportada do AB1-Figo Maduro para
Luanda, tendo seguido ao destino em dois escalões, o primeiro em 18Abr61
e o segundo em 23Abr61.

2. – O militar referido, na narrativa,
como morto-em-campanha, é: António Brites Subtil; nascido em Lisboa
(freguesia de São Vicente de Fora); faleceu na 2ªf 30Abr62, em
consequência de acidente com arma-de-fogo, no destacamento do posto
fronteiriço do Béu (norte distrital do Uíje), partilhado com a CCac97;
ficou sepultado no talhão militar do cemitério de Maquela do Zombo, vila
sede concelhia do Zombo, onde se encontrava sediado o BCac88, ao qual a
CArt85 então reportava.

3. – «Quinze dias depois de o barco ter
partido, fomos avisados de que também nós seguiríamos para Angola, de
avião, daí a quatro dias.»: sucede que o primeiro navio arvorado em
transporte de tropas (o NTT "Niassa"), largou da barra do Tejo, rumo a
Luanda, no dia 21Abr61; ora, se a esta data adicionássemos os tais
"quinze dias depois"...

4. – E também não foram aqueles
militares, «os primeiros a chegar» a Luanda, após a eclosão terrorista
ocorrida no noroeste de Angola.

Tudo o que desde ontem dado está
publicado pelo "CM" (papel e online), são memórias naturalmente
enovoadas de um veterano de guerra com 72 anos de idade; não
correspondem à factualidade.

Tanto os veteranos narradores como
os jovens jornalistas, prestariam um bom serviço público, acaso venham a
cuidar de creditar as respectivas fontes de informação, ... antes de
prosseguir a recente "moda" de divulgar – à trouche-mouche –, «Histórias
de Guerra» que respeitam à nossa recente História colectiva.

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